Protocolo RDP

 

Inicialmente desenvolvido para o Windows NT 4.0 a Microsoft o elaborou para prover acesso via terminal remoto. Entretanto, era utilizada em redes onde o ambiente provia uma alta taxa de transmissão, mais comumente em redes locais, pois em ambientes com baixa taxa de transmissão tornava-se inviável.

Atualmente encontra-se na versão 10 e sua arquitetura é baseada na família T.120 de protocolos de comunicação de rede, provendo acesso para multiplas estações subdividindo as comunicações em diversos canais virtuais, contando com a integração dos dispositivos e dados da apresetação do usuário, bem como mouse, teclado de modo cifrado. O RDP suporta até 64.000 canais separados para transmissão de dados(MICROSOFT., 2006).

De acordo com (DOMINGUES, 2000) “A Recomendação T.120 é um padrão de interoperabilidade em ambientes de conferência multimídia.”,  desta forma, possui uma série de protocolos e comucações afim de fornecer suporte multiponto em tempo real. Ainda para Domingues recomenda-se o T.128 para a família T.120.

Em um protocolo de compartilhamento de aplicações multiponto, em uma conferência T.120, os participantes podem compartilhar aplicações locais, de forma que participantes de outra conferência possam ver a imagem da aplicação compartilhada, usando os periféricos para controlar a aplicação. Como a família de protocolos é de código aberto, existem clientes de RDP para diversos sistemas operacionais.

O RDP permite a cifra da comunicação entre canais utilizando a criptografia RC42 de 56 bits até 128 bits, sendo esta bidirecional. Utilizando-se de compressão de dados , cache de bitmaps, cache de fontes, texto, cursor e desktop, o RDP consegue reduzir a utilização da taxa de transmissão. Caso a conexão seja interrompida a comunicação entre cliente e servidor, o usuário continuará ativo no servidor, de modo que, quando for restabelecida a conexão, o mesmo retomará suas atividades de onde parou.

Segundo Costa(2003,p.12) “Um pacote RDP é divido em quatro camadas. Primeiro um protocolo de transporte ISO, MCS (Multipoint Communications Services Protocol), segurança e encriptação e finalmente os pacotes RDP.” São eles:

CABEÇALHO ISO, composto por 7 bytes de cabeçalho versão ISO, código indicando o tipo do pacote (requisição de conexão, confirmação de conexão, requisição de desconexão, dados ou erro).

CABEÇALHO MCS: possui 8 bytes de cabeçalho de identificação do usuário MCS, canal MCS sendo usado para esta transmissão. Entretanto apenas um canal global vem sendo usado no RDP.

CABEÇALHO SEC: com 12 bytes de cabeçalho é usado somente em momentos a criptografia for habilitada. Por meio da combinação dos algoritmos SHA1 e MD5 é gerada a assinatura hash, e o pacote é criptografado usando o algoritmo RC4.

CABEÇALHO RDP: 6 bytes de cabeçalho Tipo da PDU (ativa demanda, ativa confirmação, desativação ou dados).

DADOS RDP: Seu tamanho pode variar, e está presente somente quando a PDU for de dados.

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

COSTA, J. R. N. MIGRANDO DE UM AMBIENTE THICK CLIENT PARA THIN CLIENT – UM ESTUDO DE CASO. 2003. Disponível em: <http://www.unipan.br/sirlei/tcc/2003-dez/12-2003- 03(CostaNeto).pdf>. Acesso em 08 de set. 2015.

DOMINGUES, M. L. C. S. T.120 – PROTOCOLOS DE DADOS PARA CONFERÊNCIAS MULTIMÍDIA. 2000. Disponível em: <http://penta2.ufrgs.br/h323/t120abertura.htm> . Acesso em 08 de set. 2015.

MICROSOFT. Remote Desktop Protocol (RDP) Features and Performance. 2006. Disponível em:< http://www.microsoft.com> . Acesso em 08 de set. 2015.